Quinta-feira, 23 de Abril de 2015

 

 

 

 

 

* * *

 

 

 

* * *

 

 

 

Aproveitei ao máximo amar-te?
Tantas coisas que não fizemos.
Dei-te tudo o que o meu coração te podia dar?
Duas vidas não vividas com vida para viver.
Quando estes dias intermináveis e solitários passarem,
Vou aproveitar ao máximo amar-te.
Vou aproveitar ao máximo amar-te.

Será que aproveitámos ao máximo tudo o que tínhamos?
Não te ver entristece o meu coração.
Será que aproveitámos ao máximo os dias de verão?
Ainda temos tempo para mudar os nossos caminhos.
Quando estes dias intermináveis e solitários passarem,
Vou aproveitar ao máximo amar-te.
Vou aproveitar ao máximo amar-te.
Vou aproveitar ao máximo amar-te.
Vou aproveitar ao máximo amar-te.

Será que essas palavras carinhosas ficaram na minha cabeça?
Tantas coisas ficaram por dizer.
Dei-te tudo o que o meu coração te podia dar?
Duas vidas não vividas com vida para viver.
Quando estes dias intermináveis e solitários passarem,
Vou aproveitar ao máximo amar-te.
Vou aproveitar ao máximo amar-te.
Vou aproveitar ao máximo amar-te.
Vou aproveitar ao máximo amar-te.

 

 

‘Did I Make the Most of Loving You?’

Compositor: John Lunn  |  Letra: Don Black  |  Interpretado por: Mary-Jess

 

 

 

 

* * *

 

 

 

 

* * *

 

 

Did I make the most of loving you?
So many things we didn't do.
Did I give you all my heart could give?
Two unlived lives with lives to live.
When these endless, lonely days are through,
I'll make the most of loving you.
I'll make the most of loving you.


Did we make the most of all we had?
Not seeing you makes my heart sad.
Did we make the most of summer days?
We still have time to change our ways.
When these endless, lonely days are through,
I'll make the most of loving you.
I'll make the most of loving you.
I'll make the most of loving you.
I'll make the most of loving you.


Did those tender words stay in my head?
So many things were left unsaid.
Did I give you all my heart could give?
Two unlived lives with lives to live.
When these endless, lonely days are through,
I'll make the most of loving you.
I'll make the most of loving you.
I'll make the most of loving you.
I'll make the most of loving you.

 

 

‘Did I Make the Most of Loving You?’

Composer: John Lunn  |  Lyrics: Don Black  |  Performed by: Mary-Jess

 

 

 

 

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Quarta-feira, 15 de Abril de 2015

 

 

* * *

'Sunset.

Another sunset.

I know it looks undistinguishable from the last but I remember the difference.'

* * *

 

 

Hoje finalmente encontrei este tema!

Só o ouvi uma vez, há vários anos.

 

E há vários anos que o procurava, mas não sabia o titulo nem o autor.

Mesmo assim, procurei das mais variadas formas. E nada!

 

Eu sabia que o encontraria. 

Nos últimos dias, estava constantemente a lembrar-me dele,

e com a sensação estranhamente boa que o encontraria em breve.


E sim! Foi hoje!


O tema veio ter comigo! Literalmente!

Na Rádio Nostalgia​, ao início da noite, na edição da"Idade da inocência" de Luis Ferreira de Almeida.

Eu estava a conduzir, e quando ouvi as primeiras notas e me pareceu o tema que eu tanto procurei,

tive que parar o carro para ouvir! Eu sei, é estranho, mas é verdade!


Foi um momento muito feliz para mim.

Obrigada Rádio Nostalgia! 

Obrigada Luis Ferreira de Almeida por ter escolhido precisamente este tema, entre tantos outros,

para homenagear Richard Harris.

 

'Slides' de Richard Harris!!!

 

Muito bom. Encontrei-o!

Encontrei-o, finalmente!

 

 

RÁDIO NOSTALGIA - Online

 

RADIO NOSTALGIA - Facebook

 

 

 

* * *

 

SLIDES. ENCONTREI-TE | SLIDES. I FOUND YOU

 

 

* * *

 

 

"Morning chaps.

I’d like to welcome you back to the third form of your years,

I trust you’ll thrive in here.

Others in the past have come alive in here.

Happy to say they found their way.

You recall I asked, back when I saw you last,

that you’d consult my list of books for summer reading.

We’ll go over those and others

you’ll be needing for the coming year, if I’m still here.

I suppose you heard the word that’s going about,

my superiors doubt I’m fit to teach you.

Have a nip before the game and they’ll impeach you.

Forget about the fact that I reach you.

I reach you.

Well, enough of that.

Lets get on with it.

I’ve arranged to show some slides that might amuse you.

And if, of course, you’re bored, then I’ll excuse you.

Though what you’re about to see,

in times of sickness, is my cure,

living well is my best revenge, you can be sure.

This is the Grand Canyon, in the great State of Arizona.

See there, the magnificent blend of all the colours of the rainbow.

It is virtually unphotographable at any given point to so vast.

The Colorado River trickles through its base like a deeply buried brook.

Geologists say that with time and erosion the Pacific Ocean,

some 300 miles West, will one day reach the Canyon and flow through there.

I camped here, see?

Right there.

Oh, what peace I found.

The only sounds I heard were the sounds I made.

No-no, it is true.

And here beyond, on a remote roadside stand,

an Indian boy planted himself arms folded beneath a sign 

that said “seashells should lead the world”.

This is a hobo, a dying bread.

A pity.

He claimed that an inheritance fortune

awaited him in a bank back East but he couldn’t care less.

There’s more of them.

The one with the umbrella claimed to be the real Mr. Bojangles.

Sunset.

Another sunset.

I know it looks undistinguishable from the last but I remember the difference.

Vancouver, British Columbia.

I spent some time there at a ski lodge.

Something so healthy and wholesome about skiers.

Like this one.

She always seemed to appear when I took a slip

on the slops where I had no business being.

But I’d look up and there she’d be.

And soon it happen that whenever she’d turned and look up, there I’d be.

The chalet.

Inside there, by a warm fire, is where my mind has want to wander now.

To the scent of pine and the taste of wine.

You’re too young for wine now but make a note of it.

There she is again.

We rented those horses for a day.

See mine? His name was...

Oh what was it now? I forget. Oh yes, it was sugar.

And there’s my friend again.

She looks rather sad there.

It seems that everyday, well, she always had some special plan for us.

And this, this is a beautiful Indian girl.

Look at her!

She and her secret mysterious ways.

The pride of her people.

Our sunshine, the said of her.

This was the road South into Oregon.

This is how logs are transported, long rafts that trail the northwest rivers.

Big Sur, California.

An old Spanish Mission.

Carmel, California.

Those trees seemed frozen against the landscape.

They remind me of a book I once heard of called The Cypresses Believe in God.

This was near the end of my adventure.

The clock in my head told me it was time to leave.

So that I was more concerned with seeing

what I could first hand

rather then rush for the camera.

I find that travelling alone is somehow more realistic then with others.

You find yourself in a new place all alone and you deal with it

as oppose to when you’re with others who are familiar to you

and in a sense shelter you from situations you would otherwise meet head on.

You know what I mean?

Besides, if your loved ones are with you, you have no one to go home to."



Richard Harris, Slides, 1972
 

 

 


Slides - Richard Harris (original album version)

 

 

 

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Sábado, 5 de Janeiro de 2013

 

 

* * *

 

A MOÇA TECELÃ

 

 

* * *

 

 

"Acordada ainda no escuro, como se houvesse o sol chegado atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se no tear.
 
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto la fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
 
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
 
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
 
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
 
Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava seus dias.
 
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidados de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.
 
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer. 
 
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao lado.
 
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo , chapéu emplumado, rosto barbeado, corpo emprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.
 
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida.
 
Aquela noite, deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
 
E feliz foi, por algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque, descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar. 
 
– Uma casa melhor é necessária – disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
 
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente. - Por que ter casa, se podemos ter palácio? - Perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates de prata.
 
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
 
Afinal, o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre. 
 
– É para que ninguém saiba do tapete – disse. E antes de trancar a porta a chave advertiu: - Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
 
Sem descanso tecia a mulher caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que queria fazer.
 
E tecendo, ela própia trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo.
 
Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça para não fazer barulho, subiu a longa escada do torrre, sentou-se ao tear. 
 
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a defazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
 
A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou, e espantado olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe o corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
 
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte."
 

 

Marina Colasanti, A Moça Tecelã

 

 

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Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

 

 

freedom
 
liberty
 
latitude
 
independence
 
Yves Rossy
 
 

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LIBERTY 1

 

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LIBERTY 2

 

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 See more HERE!

 

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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
 
*FILTRO*SOLAR*
*
Sunscreen de Baz Luhrmann.
 
 
Medicamento eficaz e não sujeito a receita médica.
 
Modo de utilização:
Ouvir pelo menos duas vezes por dia, 
de preferência ao acordar e final da tarde.
Após as duas primeiras semanas de
tratamento, e daí em diante,
ouvir uma vez por dia de preferência ao acordar.
 
Contra indicações:
Não tem.
 
Idade de utilização:
Todas as idades, incluindo crianças.
 
Eficácia:
G a r a n t i d a !
 
 
* * *
 
 
* * *
  
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publicado por Cleópatra M.P. às 20:46
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Sábado, 21 de Janeiro de 2012

 

 

... Acredita em Ti!

 

 

Faz uso das tuas asas e Voa!

 

 

 

 

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Supera-te!

 

 

 

Vai. Faz. Arrisca. VIVE!

 

 

Supera-te.

 

 

 

publicado por Cleópatra M.P. às 23:40
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

 

 

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A reminder of the important things in life
 
 

 

publicado por Cleópatra M.P. às 00:25
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

 

* * *

 

* * *

 

 

"Eu venho desde ontem,
do escuro passado e esquecido
com as mãos amarradas pelo tempo,
e a boca selada das épocas remotas.

Venho carregada das dores antigas,
Guardadas por séculos,
arrastando correntes longas e indestrutíveis…

Eu venho da obscuridade,
do poço do esquecimento,
com o silêncio nas costas,
do medo ancestral que tem corroído a minha alma
desde o princípio dos tempos…

Venho de ser escrava por milénios,
escrava de maneiras diferentes:
submetida ao desejo de meu raptor na Pérsia,
escravizada na Grécia pelo poder romano,
convertida em vestal nas terras do Egipto,
oferecida aos deuses em ritos milenares,
vendida no deserto
ou avaliada como uma mercadoria…

Eu venho de ser apedrejada por adúltera nas ruas de Jerusalém,
por uma multidão dos hipócritas,
pecadores de todas as espécies,
que clamavam aos céus pela minha punição…

Tenho sido mutilada em muitos povos
para privar o meu corpo dos prazeres
e convertida em animal de carga
trabalhadora e parideira da espécie…

Têm-me violado sem limites,
em todos os cantos do planeta,
sem levarem em consideração a minha idade madura
ou juventude , minha cor ou estatura…


Tive que servir ontem aos senhores,
submeter-me aos seus desejos,
entregar-me,doar-me, destruir-me
para esquecer-se de ser uma entre milhares.

Fui cortesã de um senhor em Castilha,
Esposa de um marquês
E concubina de um comerciante grego,
Prostituta em Bombaim e nas Filipinas
E esse tratamento foi sempre igual….


De um e de outros sempre fui escrava,
De um e de outros sempre fui dependente,
menor de idade em todos os assuntos,
Invisível na História mais antiga
e esquecida na História mais recente
Não tive a luz do alfabeto…

Durante muitos séculos,
reguei com as minhas lágrimas a terra
que devia cultivar desde a infância….

Tenho percorrido o mundo em milhares das vidas
que me têm sido entregues uma a uma
e tenho conhecido todos os homens do planeta:
Os grandes, os pequenos, os bravos e cobardes,
Os vis os honestos, os bons e os terríveis
Mas quase todos levam a marca do tempo…

Uns manejam vidas como patrões e senhores,
Asfixiam, aprisionam e aniquilam
Outros subjugam almas,
comercializam com ideias
assustam ou seduzem
manipulam ou oprimem…

Conheço-os a todos.
Estive perto de uns e de outros
Servindo cada dia,
Recolhendo migalhas,
Humilhando-me a cada passo,
cumprindo o meu karma…

Tenho percorrido todos os caminhos
arranhando paredes, ensaiando silêncios
tratando de cumprir as ordens de ser
como eles querem,
mas não tenho conseguido…

Jamais foi permitido que eu escolhesse
O rumo da minha vida.
Tenho caminhado sempre em disjunção
entre o ser santa ou prostitua…

Tenho conhecido o ódio e os inquisidores
que em nome da santa madre igreja
condenam o meu corpo ao seu serviço
às infames chamas da fogueira.

Têm-me chamado de múltiplas maneiras:
Bruxa, louca, adivinha, pervertida, aliada de Satã,
escrava da carne, sedutora ninfomaníaca
culpada de todos os males da Terra…

Mas segui vivendo,
arando, colhendo, costurando, construindo,
cozinhando, tecendo, curando, protegendo,
parindo, criando, amamentando, cuidando
e, sobretudo, amando…

Tenho povoado a Terra de senhores e escravos,
de ricos e mendigos, de génios e idiotas,
mas todos tiveram o calor do meu ventre,
meu sangue e seu alimento
e levaram com eles um pouco da minha vida…

Consegui sobreviver à conquista brutal e sem piedade
de Castilha nas terras da América.
Mas perdi meus deuses e a minha terra
e meu ventre pariu gente mestiça
depois que o meu patrão me tomou à força…

E neste continente mestiço prossegui a minha existência
carregada de dores quotidiana negra e escrava .
No meio da fazenda me vi obrigada
A receber o patrão quantas vezes ele quisesse
Sem poder expressar nenhuma queixa…

Depois fui costureira,
camponesa , servente , agricultora
Mãe de muitos filhos miseráveis,
vendedora ambulante, curandeira,
babá,cuidadora de velhos,
artesã de mãos prodigiosas, tecelã bordadeira,
operária, professora, secretária, enfermeira….

Sempre servindo a todos
convertida em abelha ou semeadeira,
cazendo as tarefas mais ingratas,
moldada como uma jarra por mãos alheias…
Vieram milhões de mulheres juntas escutar a minhas queixas.
Falou-se de dores milenares,
dos enormes grilhões que os séculos
nos fizeram carregar nas costas
e formamos com todos os nossos lamentos
um caudaloso rio
que começou a percorrer o Universo,
afogando a injustiça e os esquecimento…

O mundo ficou paralisado,
os homens e mulheres não caminharam.
Pararam as máquinas, os tornos,
os grandes edifícios e as fábricas,
ministérios e hotéis, oficinas, hospitais,
e lojas e lares e cozinhas…

Nós mulheres finalmente descobrimos:
Somos tão poderosas quanto eles
E somos muito mais numerosas sobre a Terra!
Mais que o silêncio, mais que o sofrimento,
Mais que a infância e mais que a miséria!

Que este cântico ressoe
nas longínquas terras da Indochina
nas cálidas areias de África,
no Alasca e na América Latina

Proclamando a igualdade entre os géneros
Para construir um mundo solidário
-diferente, horizontal, sem poderes -
a conjugar a ternura, a paz e a vida
a beber da ciência sem distinção.

A derrotar o ódio e os preconceitos,
O poder de uns poucos, as mesquinhas fronteiras ,
a amassar com as mãos de ambos os sexos,
o pão da existência…"




Jenny del Pilar Londoño López, Reencarnações

 

 

publicado por Cleópatra M.P. às 10:30
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Domingo, 11 de Dezembro de 2011

 

 

Youtube e Ridley Scott apresentam 'Life in a Day'.

 

Um documentário sobre um único dia na Terra: 24 de Julho de 2010. Uma colectânea de vídeos comuns, filmados por pessoas comuns e que relata o quotidiano vivido nos quatro cantos do Mundo.

 

Sem dúvida, vale a pena ver.

 

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Life In A Day

 

 

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* * *

 
publicado por Cleópatra M.P. às 14:41
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

 

 

"Me encanta gente que é capaz de entender que

 

o maior erro do ser humano é tentar arrancar

 

da cabeça aquilo que não sai do coração."

 

 

 

* * *

 

 * * *
 
Me gusta la gente que vibra, que no hay que empujarla, que no hay que decirle que haga las cosas, sino que sabe lo que hay que hacer y que lo hace.
La gente que cultiva sus sueños hasta que esos sueños se apoderan de su propia realidad.
Me gusta la gente con capacidad para asumir las consecuencias de sus acciones, la gente que arriesga lo cierto por lo incierto para ir detrás de un sueño, quien se permite, huir de los consejos sensatos dejando las soluciones en manos de nuestro padre Dios.
Me gusta la gente que es justa con su gente y consigo misma, la gente que agradece el nuevo día, las cosas buenas que existen en su vida, que vive cada hora con buen ánimo dando lo mejor de si, agradecido de estar vivo, de poder regalar sonrisas, de ofrecer sus manos y ayudar generosamente sin esperar nada a cambio.
Me gusta la gente capaz de criticarme constructivamente y de frente, pero sin lastimarme ni herirme.
La gente que tiene tacto.
Me gusta la gente que posee sentido de la justicia.
A éstos los llamo mis amigos.
Me gusta la gente que sabe la importancia de la alegría y la predica.
La gente que mediante bromas nos enseña a concebir la vida con humor.
La gente que nunca deja de ser aniñada.
Me gusta la gente que con su energía contagia.
Me gusta la gente sincera y franca, capaz de oponerse con argumentos razonables a las decisiones de cualquiera.
Me gusta la gente fiel y persistente, que no desfallece cuando de alcanzar objetivos e ideas se trata.
Me gusta la gente de criterio, la que no se avergüenza en reconocer que se equivocó o que no sabe algo.
La gente que, al aceptar sus errores, se esfuerza genuinamente por no volver a cometerlos.
La gente que lucha contra adversidades.
Me gusta la gente que busca soluciones.
Me gusta la gente que piensa y medita internamente.
La gente que valora a sus semejantes no por un estereotipo social ni como lucen.
La gente que no juzga ni deja que otros juzguen.
Me gusta la gente que tiene personalidad.
Me gusta la gente capaz de entender que el mayor error del ser humano es intentar sacarse de la cabeza aquello que no sale del corazón.
Con gente como ésa, me comprometo para lo que sea por el resto de mi vida, ya que por tenerlos junto a mi me doy por bien retribuido.

 

 

Mario Benedetti

(Uruguai 1920-2009)

 

publicado por Cleópatra M.P. às 12:32
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Domingo, 7 de Agosto de 2011

 

 

Foi um fim de semana delicioso!

 

Admirável!

 

 

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* * *

 

 

Pronta para mais uma semana plena de trabalho! Venha ela!!

 

 

publicado por Cleópatra M.P. às 22:40
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Domingo, 27 de Março de 2011

 

Não conhecia e gostei!

 

Obrigada Teresa!! 

 

 

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Amor electro - A Máquina

 

* * *

 

 

"Saber o que fazer,

Com isto a acontecer,

Num caso como o meu.

Ter o meu amor,

Para dar e pra vender,

Mas sei que vou ficar,

Por ter o que eu não tenho,

Eu sei que vou ficar.

É de pedir aos céus,

A mim, a ti e a Deus,

Que eu quero ser feliz,

É de pedir aos céus.

Porque este amor é meu,

E cedo, vou saber

Que triste é viver,

Que sina, ai, que amor,

Já nem vou mais chorar,

Gritar, ligar, voltar,

A máquina parou,

Deixou de tocar.

Sentir e não mentir,

Amar e querer ficar,

Que pena é ver-te assim,

Já sem saberes de ti.

Rasguei o teu perdão,

Quis ser o que já fui,

Eu não vou mais fugir,

A viagem começou,

Porque este amor é meu

E cedo vou saber,

Que triste é viver,

Que sina, ai, que amor.

Já nem vou mais chorar,

Gritar, ligar, voltar,

A máquina parou.

Deixou de tocar,

É de pedir aos céus,

A mim, a ti e a Deus,

Que eu quero é ser feliz,

É de pedir aos céus.

Porque este amor é teu,

E eu já só vou amar,

Que bom não acabou,

A máquina acordou."

 

publicado por Cleópatra M.P. às 14:46
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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

 

 

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Um teste muito interessante. vale a pena fazer!

 

 É um resumo do Myers Briggs Type Indicator, ou MBTI. 
 
A dica principal para responder é a seguinte:


"Escolha a alternativa que você PREFERE, sem se importar no que os outros acham. A primeira resposta que lhe vier à cabeça é a mais original, a que vem do coração".

 

O relatório aparece na hora e vem com as principais profissões que se adequam ao seu tipo psicológico.

 

 

AQUI ESTÁ O TESTE!

 

publicado por Cleópatra M.P. às 10:29
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Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

 

 

 

* * *

 

* * *

 

"I look in the mirror
And what do I see?
A strange looking person
That cannot be me.

For I am much younger
And not nearly so fat
As that face in the mirror
I am looking at.

Oh, where are the mirrors
That I used to know
Like the ones which were
Made thirty years ago?

Now all things have changed
And I'm sure you'll agree
Mirrors are not as good
As they used to be.

So never be concerned,
If wrinkles appear
For one thing I've learned
Which is very clear,

Should your complexion
Be less than perfection,
It is really the mirror
That needs correction!!

 

 

The Mirror
Edmund Burke, 1729-1797, Irish Philosopher

 

publicado por Cleópatra M.P. às 16:15
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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

 

 

Obrigada, Amiga S.Light!

 

 

* * *

 

 

 

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'Mira que te mira Dios

Mira que te está mirando

Mira que te has de morir

Mira que no sabes cuándo'

 

 

Ignacio del Valle in O Tempo Dos Imperadores Estranhos

 


 

 
* Samuel Barber - Adagio for Strings *

 


publicado por Cleópatra M.P. às 08:45
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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010

 

 

Presente de um amigo.

 

Sem palavras...

 

Simplesmente Ver e deliciar-se!


 

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"Basta clicar AQUI e assistir a uma coisa absolutamente impressionante, quer a nível técnico, quer a nível musical.Trata-se de um grupo de pessoas que não se conhecem entre si. É aqui que entram os técnicos de som e imagem voluntários e sem remuneração que se ocuparam de captar o som de cada um dos "cantores", individualmente, a nível mundial (uma vez que são actuações ao ar livre, o que é extremamente difícil de fazer sem "ruídos exteriores"). Posto isto e remisturado, atingindo um nível de pureza musical notável, chegamos a esta maravilha musical conseguida através de alta tecnologia e que, num instante, junta as pessoas de todo o mundo, fazendo-as sentir e falar ao mesmo tempo a mesma linguagem universal, a música."

 

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publicado por Cleópatra M.P. às 10:40
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Sexta-feira, 12 de Março de 2010

 

A noite já caíu e continuo a sentir-me 'assim'...

 

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Os Nocturnos de Chopin são obras fabulosas.

Não sei qual era o estado emocional do compositor quando criou estas preciosidades. Mas reflectem na perfeição o meu estado de espírito de hoje.

 

Este Nocturno foi-me 'oferecido'.

Obrigada, H. M.

 

Cleópatra

publicado por Cleópatra M.P. às 23:10
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

 

 

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SOBREVIVEREMOS!

 

* * *

 

 

Haja Alegria e Descontracção!

 

(Descontracção ou Descontração... escolham! O importante é que descontraiam!!!)

 

 

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We Will Survive, Igudesman Joo, Gidon Kremer

 

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publicado por Cleópatra M.P. às 00:00
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

 

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... mais um bombom que um amigo me ofereceu:


 

"Existem pessoas nas nossas vidas que nos fazem felizes pela simples casualidade de terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem o caminho a nosso lado, vendo muitas luas passar, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas chamamos amigos e há muitas classes deles. Talvez cada folha de uma árvore represente um dos nossos amigos. Os primeiros a nascer são o nosso amigo Pai e a nossa amiga Mãe, que nos mostram o que é a vida. Depois, vêm os amigos Irmãos, com quem dividimos o nosso espaço para que possam florescer como nós. Passamos a conhecer toda a família de folhas a quem respeitamos e desejamos o bem. Mas o destino apresenta-nos a outros amigos, os quais não sabíamos que iriam cruzar-se no nosso caminho. A muitos deles chamamos amigos da alma e do coração. São sinceros, verdadeiros, sabem quando não estamos bem o que nos faz feliz. E, por vezes, um desses nossos amigos da alma estala no nosso coração e então chamamos-lhe um amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios e saltos aos nossos pés. Mas também há aqueles amigos de passagem, talvez umas férias ou uns dias ou umas horas. Eles colocam-nos sorrisos no rosto durante o tempo que estamos com eles. Não podemos esquecer os amigos distantes, aqueles que estão na "ponta das ramas" e que quando o vento sopra, sempre aparecem entre uma folha e outra. O tempo passa, o Verão vai-se, o Outono aproxima-se e perdemos algumas das nossas folhas, algumas nascem noutro Verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais felizes é que as folhas que caíram continuam juntas, alimentando a nossa raiz com alegria. São recordações de momentos maravilhosos de quando se cruzaram no nosso caminho. Cada pessoa que passa na nossa vida é única. Deixa sempre um pouco de si e leva um pouco de nós. Haverá os que levam muito, mas não haverá os que não nos deixam nada!

Esta é a maior responsabilidade da nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por casualidade."

 

 

publicado por Cleópatra M.P. às 09:55
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

 

 

 

SER HUMANO É ISTO.gif

 

 

 

Um amigo enviou-me este texto.

Sobre Humanidade. Sobre Solidariedade. Sobre Confiança. Sobre Esperança.

Sobre o que deveria ser a definição de 'Ser Humano'.

 

Obrigada, P.H.!

 

Cleópatra

 

 

"Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. A sua cama estava junto à única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.


Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as férias, etc. E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto, todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.


A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem, e uma ténue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.


Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.


Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retractava através de palavras bastante descritivas. Dias e semanas passaram.


Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.


Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.


Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!


O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.


A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede, "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".

 

"Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas."


"A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.""


publicado por Cleópatra M.P. às 10:56
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