Sexta-feira, 3 de Março de 2017

 

 



May God bless and keep you always
May your wishes all come true
May you always do for others
And let others do for you
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung

May you stay forever young
Forever young, forever young
May you stay forever young.

May you grow up to be righteous
May you grow up to be true
May you always know the truth
And see the lights surrounding you
May you always be courageous
Stand upright and be strong

May you stay forever young
Forever young, forever young
May you stay forever young.

May your hands always be busy
May your feet always be swift
May you have a strong foundation
When the winds of changes shift
May your heart always be joyful
And may your song always be sung

May you stay forever young
Forever young, forever young
May you stay forever young
 

Bob Dylan, Forever Young
 
 
 
* * *

FOREVER YOUNG

 

 
* * *


Bob Dylan and The Band - Forever Young

 

 

 
 
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Quinta-feira, 2 de Março de 2017

 

 

Carrego o teu coração comigo
Carrego-o no meu coração
Nunca estou sem ele
Onde eu vou, tu vais
E o que é feito por mim, és tu que fazes
Não receio nenhum destino
Tu és o meu destino
Eu não quero outro mundo
Tu és o meu mundo, a minha verdade
Tu és o significado da Lua
Onde quer que o Sol brilhe, tu és o seu canto
 
Aqui está o segredo mais profundo que ninguém sabe
Aqui está a raiz da raiz e o botão do botão
E o céu do céu de uma árvore chamada vida
A qual cresce mais alto
Do que a alma espera ou a mente esconde
Este é o milagre que mantém as estrelas separadas
Carrego o teu coração comigo
Carrego-o no meu coração
 
 
E.E. Cummings, Carrego o teu coração comigo
 
 
 
* * *

CÉU DO CÉU | SKY OF THE SKY

 

 
* * *
 
 
I carry your heart with me
(I carry it in my heart)
I am never without it
(anywhere I go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
 
I fear no fate
(for you are my fate, my sweet)
I want no world
(for beautiful you are my world, my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
Here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root
and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;
which grows higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that’s keeping the stars apart
 
I carry your heart (I carry it in my heart)
 
 
E.E. Cummings, I carry your heart with me
 
 
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016

 

 

 

* * *

 

AMAZING GRACE

 

 

* * *

 


Amazing Grace - Judy Collin with Royal Scots Dragoon Guards

 

* * *

 

 

"Amazing grace, how sweet the sound
That sav’d a wretch like me!

I once was lost, but now I'm found;

Was blind, but now I see.

’Twas grace that taught my heart to fear,
And grace my fears reliev’d;
How precious did that grace appear,
The hour I first believ’d!

Thro’ many dangers, toils and snares,
I have already come;
’Tis grace has brought me safe thus far,
And grace will lead me home.

The Lord has promis’d good to me,
His word my hope secures;
He will my shield and portion be,
As long as life endures.

Yes, when this flesh and heart shall fail,
And mortal life shall cease;
I shall possess, within the veil,
A life of joy and peace.

The earth shall soon dissolve like snow,
The sun forbear to shine;
But God, who call’d me here below,
Will be forever mine."

 

John New­ton, Amazing Grace, Ol­ney Hymns (Lon­don: W. Ol­i­ver, 1779)

 

 

 

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Sábado, 13 de Setembro de 2014

 

 Tema fantástico de Hélder Moutinho.

Tanto pela letra, como pela voz, pela interpretação e pela música.

 

 

* * *

 

TENHO UM POEMA QUE TE QUERO REVELAR

 

 

* * *

 

 

"Venho de um tempo onde o tempo não havia
Quando o azul do céu não nos queimava
E a noite, antes de ser noite, era dia
E a tarde, antes de ser, nunca tardava

Venho de um tempo onde toda a solidão
Não se sabia meu amor, não se sabia
Era mais clara a cor agreste da paixão
E a desventura não havia, não havia

Tenho um poema que te quero revelar
Seara brava, lua cheia, quem me dera!
Breve novembro onde encontrei o teu olhar
Para me perder de uma só vez na primavera

Rasguei o medo de viver, rasguei a sorte
Provei o fel das minhas magoas e fracassos
Pedi à vida para viver até à morte
Pedi à morte para matar os meus cansaços

Não inventei de uma só vez esta distancia
Não entendi de uma só vez o entendimento
A nossa vida é muito mais que a nossa infância
A nossa morte é muito mais que o sofrimento

Tenho um poema que te quero revelar
Seara brava, lua cheia, quem me dera!
Breve novembro onde encontrei o teu olhar
Para me perder de uma só vez na primavera

Venho de um tempo, onde o tempo não havia"

 

Hélder Moutinho, Venho de um Tempo

 

 

 

 

* * *

 

Hélder Moutinho, Venho De Um Tempo 
 
 
* * *

 

 

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Sexta-feira, 20 de Dezembro de 2013

 

 

* * *

.
CAPITÃO DE MINHA ALMA

 

 

* * *

 

 

Do fundo da noite que me cobre,

 

Preta como o Breu de lado a lado

 

Agradeço a todos deuses pelo nobre

 

Inconquistável espírito a mim dado.

 

 

 

No acaso todo das circunstâncias

 

Não me deixei cair nem gritar

 

Apesar de um estouro de ânsias

 

Minha cabeça sangra sem curvar

 

 

 

Além desse lugar de tristezas e insanos

 

Nada se vê, só o Horror desde cedo

 

E ainda assim a ameaça dos anos

 

encontra-me e encontrar-me-á sem medo

 

 

 

Não importa quantas vezes desatino

 

nem quantas vezes a vida me espalma

 

Sou o mestre e senhor do meu destino:

 

Sou o capitão de minha alma.

 

 

 

William Ernest Henley, INVICTUS (1875)

 

 

 

* * *

 

 

Out of the night that covers me,

Black as the pit from pole to pole,

I thank whatever gods may be

For my unconquerable soul.



In the fell clutch of circumstance

I have not winced nor cried aloud.

Under the bludgeonings of chance

My head is bloody, but unbow’d.



Beyond this place of wrath and tears

Looms but the Horror of the shade,

And yet the menace of the years

Finds and shall find me unafraid.



It matters not how strait the gate,

How charged with punishments the scroll,

I am the master of my fate:

I am the captain of my soul.

 

 

William Ernest Henley, INVICTUS (1875)

 
 

 

 

 
 

 

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Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

 

 

* * *

 

MEDO

 

* * *

 

 

 

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

 

 

Carlos Drummond de Andrade, Congresso Internacional do Medo

 

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Domingo, 26 de Maio de 2013

 

 

* * *

 

AS ENSINANÇAS DA DÚVIDA

 

* * *



Tive um chão (mas já faz tempo)
todo feito de certezas
tão duras como lajedos.

Agora (o tempo é que fez)
tenho um caminho de barro
umedecido de dúvidas.

Mas nele (devagar vou)
me cresce funda a certeza
de que vale a pena o amor.

 

 

Thiago de Mello, As ensinanças da dúvida

 

 

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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2013

 

 

* * *

A COISA MAIS PEQUENA QUE HOUVER

 

* * *

 

 

"Quero dar-te a coisa mais pequena que houver.
Bago de arroz
Grão de areia
Semente de linho
Suspiro de pássaro
Pedra de sal
Som de regato
A coisa mais pequena do mundo
A sombra do meu nome
O peso do meu coração na tua pele."

 
 
Rosa Lobato de Faria
 
 
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Terça-feira, 13 de Novembro de 2012

 

 

* * *

 

EM TODAS AS RUAS TE ENCONTRO

 

 

* * *

 

 


"Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco"



Mário Cesariny, Poema




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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

 

 

* * *

UNIVERSO SOU EU

 

* * *

 

 

"Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo."

 

 

Antonio Gedeão, Amostra sem Valor



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Domingo, 11 de Novembro de 2012

 

 

* * *

Ó VIDA DE MIL FACES

 

* * *

 

 

"Pudesse eu não ter laços nem limites


Ó vida de mil faces transbordantes


Para poder responder aos teus convites


Suspensos na surpresa dos instantes!"


 

Sophia de Mello Breyner Andresen



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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

 

 * * *


A CAMINHO DO SOL



* * *

 

uma escada em caracol
E que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol 
Mas nunca passa do chão.

Os degraus, quanto mais altos, 
Mais estragados estão,
Nem sustos nem sobressaltos
servem sequer de lição.

Quem tem medo não a sobe
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora 
O lastro do coração.


Sobe-se numa corrida. 
Corre-se p'rigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
A escada sem corrimão."



David Mourão Ferreira, Escada em Caracol



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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012


* * *

 

É TER CÁ DENTRO UM ASTRO QUE FLAMEJA

 



* * * 

"Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!

É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

 

É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja!

É ter cá dentro um astro que flameja,

É ter garras e asas de condor!

 

É ter fome, é ter sede de Infinito!

Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…

É condensar o mundo num só grito!

 

E é amar-te, assim, perdidamente…

É seres alma e sangue e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!"

 


Florbela Espanca, Ser Poeta 



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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

 

* * *

 

* * *

 

 

"Eu venho desde ontem,
do escuro passado e esquecido
com as mãos amarradas pelo tempo,
e a boca selada das épocas remotas.

Venho carregada das dores antigas,
Guardadas por séculos,
arrastando correntes longas e indestrutíveis…

Eu venho da obscuridade,
do poço do esquecimento,
com o silêncio nas costas,
do medo ancestral que tem corroído a minha alma
desde o princípio dos tempos…

Venho de ser escrava por milénios,
escrava de maneiras diferentes:
submetida ao desejo de meu raptor na Pérsia,
escravizada na Grécia pelo poder romano,
convertida em vestal nas terras do Egipto,
oferecida aos deuses em ritos milenares,
vendida no deserto
ou avaliada como uma mercadoria…

Eu venho de ser apedrejada por adúltera nas ruas de Jerusalém,
por uma multidão dos hipócritas,
pecadores de todas as espécies,
que clamavam aos céus pela minha punição…

Tenho sido mutilada em muitos povos
para privar o meu corpo dos prazeres
e convertida em animal de carga
trabalhadora e parideira da espécie…

Têm-me violado sem limites,
em todos os cantos do planeta,
sem levarem em consideração a minha idade madura
ou juventude , minha cor ou estatura…


Tive que servir ontem aos senhores,
submeter-me aos seus desejos,
entregar-me,doar-me, destruir-me
para esquecer-se de ser uma entre milhares.

Fui cortesã de um senhor em Castilha,
Esposa de um marquês
E concubina de um comerciante grego,
Prostituta em Bombaim e nas Filipinas
E esse tratamento foi sempre igual….


De um e de outros sempre fui escrava,
De um e de outros sempre fui dependente,
menor de idade em todos os assuntos,
Invisível na História mais antiga
e esquecida na História mais recente
Não tive a luz do alfabeto…

Durante muitos séculos,
reguei com as minhas lágrimas a terra
que devia cultivar desde a infância….

Tenho percorrido o mundo em milhares das vidas
que me têm sido entregues uma a uma
e tenho conhecido todos os homens do planeta:
Os grandes, os pequenos, os bravos e cobardes,
Os vis os honestos, os bons e os terríveis
Mas quase todos levam a marca do tempo…

Uns manejam vidas como patrões e senhores,
Asfixiam, aprisionam e aniquilam
Outros subjugam almas,
comercializam com ideias
assustam ou seduzem
manipulam ou oprimem…

Conheço-os a todos.
Estive perto de uns e de outros
Servindo cada dia,
Recolhendo migalhas,
Humilhando-me a cada passo,
cumprindo o meu karma…

Tenho percorrido todos os caminhos
arranhando paredes, ensaiando silêncios
tratando de cumprir as ordens de ser
como eles querem,
mas não tenho conseguido…

Jamais foi permitido que eu escolhesse
O rumo da minha vida.
Tenho caminhado sempre em disjunção
entre o ser santa ou prostitua…

Tenho conhecido o ódio e os inquisidores
que em nome da santa madre igreja
condenam o meu corpo ao seu serviço
às infames chamas da fogueira.

Têm-me chamado de múltiplas maneiras:
Bruxa, louca, adivinha, pervertida, aliada de Satã,
escrava da carne, sedutora ninfomaníaca
culpada de todos os males da Terra…

Mas segui vivendo,
arando, colhendo, costurando, construindo,
cozinhando, tecendo, curando, protegendo,
parindo, criando, amamentando, cuidando
e, sobretudo, amando…

Tenho povoado a Terra de senhores e escravos,
de ricos e mendigos, de génios e idiotas,
mas todos tiveram o calor do meu ventre,
meu sangue e seu alimento
e levaram com eles um pouco da minha vida…

Consegui sobreviver à conquista brutal e sem piedade
de Castilha nas terras da América.
Mas perdi meus deuses e a minha terra
e meu ventre pariu gente mestiça
depois que o meu patrão me tomou à força…

E neste continente mestiço prossegui a minha existência
carregada de dores quotidiana negra e escrava .
No meio da fazenda me vi obrigada
A receber o patrão quantas vezes ele quisesse
Sem poder expressar nenhuma queixa…

Depois fui costureira,
camponesa , servente , agricultora
Mãe de muitos filhos miseráveis,
vendedora ambulante, curandeira,
babá,cuidadora de velhos,
artesã de mãos prodigiosas, tecelã bordadeira,
operária, professora, secretária, enfermeira….

Sempre servindo a todos
convertida em abelha ou semeadeira,
cazendo as tarefas mais ingratas,
moldada como uma jarra por mãos alheias…
Vieram milhões de mulheres juntas escutar a minhas queixas.
Falou-se de dores milenares,
dos enormes grilhões que os séculos
nos fizeram carregar nas costas
e formamos com todos os nossos lamentos
um caudaloso rio
que começou a percorrer o Universo,
afogando a injustiça e os esquecimento…

O mundo ficou paralisado,
os homens e mulheres não caminharam.
Pararam as máquinas, os tornos,
os grandes edifícios e as fábricas,
ministérios e hotéis, oficinas, hospitais,
e lojas e lares e cozinhas…

Nós mulheres finalmente descobrimos:
Somos tão poderosas quanto eles
E somos muito mais numerosas sobre a Terra!
Mais que o silêncio, mais que o sofrimento,
Mais que a infância e mais que a miséria!

Que este cântico ressoe
nas longínquas terras da Indochina
nas cálidas areias de África,
no Alasca e na América Latina

Proclamando a igualdade entre os géneros
Para construir um mundo solidário
-diferente, horizontal, sem poderes -
a conjugar a ternura, a paz e a vida
a beber da ciência sem distinção.

A derrotar o ódio e os preconceitos,
O poder de uns poucos, as mesquinhas fronteiras ,
a amassar com as mãos de ambos os sexos,
o pão da existência…"




Jenny del Pilar Londoño López, Reencarnações

 

 

publicado por Cleópatra M.P. às 10:30
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Domingo, 1 de Janeiro de 2012

 

 

I will be with you again.

 

 

* * *

 

 

 

* * * 


"Hoje é um dia especial.
Um dia que não aceita lamentações.
Um dia em que é possível reverter a dor em alegria.
Transformar a derrota em escada para a vitória.
Renovar as esperanças de viver um grande amor mais uma vez.
Hoje é o dia em que a canção fala de novos hérois, e o meu herói é você.

Quem machucou seu coração?
Pobre infeliz que não sabe o que vai perder.
Quem negou aquela ajuda que você espera?
Coitado de quem não acreditou em você, nem imagina a besteira que fez.

Nesse dia de transformação, você é um grande sol, cujos raios aquecem os sonhos mais distantes.
Como é bom estar perto de você.
Seu sorriso, seu jeito meigo de falar.
Sua educação, suas boas maneiras.
Tudo em vocêconvence as pessoas sem muito esforço.

Vai, abre seu melhor sorriso e mostra para o mundo quem é você.
Mostra a vitória que está escondida em suas mãos.
Abre os dedos devagar.
Solte o pássaro da felicidade que está escondido em sua mão.
As lindas penas do pássaro são seus sonhos.
Os olhos brilhantes, seu carisma.
A boca exuberante é a sua certeza.
O canto é a sua vontade de acertar, de realizar.
Me responde então: quem vai resistir ao seu encanto?
Ninguém!

É preciso apenas que você descubra que hoje, como todos os dias de sua vida, é um dia especial demais para você jogar fora com pensamentos e sentimentos negativos.
Sabe aquele doce gostoso que nem em sonho você despreza?
Pois é, o dia de hoje é tão especial, tão maravilhoso que nada, nem ninguém merece estragá-lo!.

Aproveita. É o seu dia!.
Prá que chorar neste dia tão maravilhoso?
Fecha os olhos. Faz um pedido.
Melhor, faça dois pedidos.
Você merece mais, muito mais."

 

 

Paulo Roberto Gaefke

 

 

 
 
New Year's Day - U2
 
 

 

"All is quiet on new year's day,

 

A world in white gets underway,

 

And I want to be with you,

 

Be with you night and day.

 

Nothing changes on new year's day.

 

I will be with you again."

 

 

 

U2, New Year's Day Lyrics

 

 
publicado por Cleópatra M.P. às 12:12
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011

 

 

* * *

 

 

 

* * *

 

 

Meus olhos vêem melhor se os vou fechando.
Viram coisas de dia e foi em vão,
mas quando durmo, em sonhos te fitando,
são escura luz que luz na escuridão.
Tu cuja sombra faz a sombra clara,
como em forma de sombras assombravas
ledo o claro dia em luz mais rara,
se em sombra a olhos sem visão brilhavas!
Que benção a meus olhos fora feita
vendo-te à viva luz do dia bem,
se a tua sombra em trevas imperfeita
a olhos sem visão no sono vem!
    Vejo os dias quais noites não te vendo,
    e as noites dias claros sonhos tendo.


William Shakespeare, in Sonetos

 

 

publicado por Cleópatra M.P. às 12:34
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011

 

 

Samuel Taylor Coleridge

 

Poeta - filósofo Inglês

 

(21 Outubro 1772 - 25 Julho 1834).

 

 

* * *

 

E se dormisses,

e se, dormindo, sonhasses,

e se, no teu sonho,viajasses até ao Céu,

e lá colhesses uma estranha e bela flor,

e se, ao acordar, encontrasses essa flor na tua mão?

Ah, que farias então?

 

 

* * *

 

 

 

* * *

 

What if you slept?

And what if, in your sleep,

you went to heaven

and there plucked a strange and beautiful flower?

And what if,when you awoke,you had the flower in your hand?

Ah, what then?


 

* * *

 

If a man could pass through Paradise in a dream,

and have a flower presented to him

as a pledge that his soul had really been there,

and if he found that flower in his hand when he awake

— Aye, what then?

 

* * *


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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011

 

 

Um dos meus poemas favoritos...

 

* * *

 

 

* * *

 

 

 

There’s a long, long trail a-winding

 

Into the land of my dreams,

 

Where the nightingales are singing

 

And a white moon beams.

 

There’s a long, long night of waiting

 

Until my dreams all come true;

 

Till the day when I’ll be going down

 

That long, long trail with you.

 

 

 

Stoddard King

 

 

publicado por Cleópatra M.P. às 17:02
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Sexta-feira, 24 de Junho de 2011

 

 

* * *

 

* * *

 

Mal nos conhecemos 
Inaugurámos a palavra «amigo». 

«Amigo» é um sorriso 
De boca em boca, 
Um olhar bem limpo, 
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece, 
Um coração pronto a pulsar 
Na nossa mão! 

«Amigo» (recordam-se, vocês aí, 
Escrupulosos detritos?) 
«Amigo» é o contrário de inimigo! 

«Amigo» é o erro corrigido, 
Não o erro perseguido, explorado, 
É a verdade partilhada, praticada. 

«Amigo» é a solidão derrotada! 

«Amigo» é uma grande tarefa, 
Um trabalho sem fim, 
Um espaço útil, um tempo fértil, 
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa! 



Alexandre O'Neill

'Amigo' in No Reino da Dinamarca

 

 

publicado por Cleópatra M.P. às 15:40
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Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

 

 

* * *

 

 

 

* * *

 

 

 

Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
QuereCongresso de gaivotas neste céu
Como uma
la de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.

Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?

É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.

E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...

 

 
 

 

Alexandre O'Neill

'O Beijo' in No Reino da Dinamarca

 

 

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